Conteúdo de topo de funil para indústria: 8 formatos

Mídia paga na era da IA: o que muda para a indústria

Thiago Alvim

Head de Marketing

Introdução

Mídia paga na era da IA muda pouco a mecânica da conta e muito o comportamento de busca. Veja o que a indústria precisa ajustar agora para não ficar atrás.

Mídia paga na era da IA é a prática de anúncios de busca adaptada a um cenário onde parte das pesquisas migra dos buscadores tradicionais para motores de resposta como ChatGPT, Gemini e o Modo IA do Google. A mecânica da conta segue quase igual. O comportamento de quem busca é que mudou.

Captura de demanda ainda paga o boleto

A busca paga sempre foi um canal de captura de demanda. Alguém tem um problema, digita a solução e aparece na sua frente pronto para agir. Um gestor de manutenção que precisa trocar o compressor de uma câmara fria pesquisa "compressor para câmara fria HVAC-R" e clica no primeiro anúncio que resolve a dor dele.

Esse jogo continua valendo. O Google detém 95,2% do mercado de buscas no Brasil, segundo a StatCounter em 2025. Nenhuma outra plataforma chega perto desse volume de intenção de compra concentrada em um só lugar. Para a indústria de médio e grande porte, isso significa que desligar o Google Ads hoje é abrir mão do canal que captura quem já decidiu comprar.

A mecânica também não mudou. Configurar palavra-chave, definir correspondência, escrever anúncio, mandar para uma landing page. Quem roda campanha de busca em 2026 usa quase o mesmo processo de cinco anos atrás. O que está diferente fica um passo antes do clique.

O comprador industrial conversa antes de clicar

O engenheiro que especifica um equipamento não abre mais só o Google. Ele abre o ChatGPT e escreve: "Estou com perda de eficiência no meu sistema fotovoltaico, o que devo avaliar antes de trocar os inversores". A pesquisa virou conversa.

Esse movimento tem escala no Brasil. Em dezembro de 2025, 44,9 milhões de brasileiros interagiram com assistentes de IA, uma alta de 61% em um ano, segundo a Comscore. O comprador B2B já chegava informado. Dados da Gartner mostram que ele passa apenas 17% do tempo de compra em contato direto com fornecedores. O resto é pesquisa. A IA só deu a ele uma ferramenta melhor para fazer essa pesquisa sozinho.

Para você, isso empurra a mídia paga para perto do topo do funil. Não basta capturar quem já sabe o nome do produto. Você precisa aparecer na fase em que o comprador ainda está entendendo o problema. Isso é branding e autoridade técnica, mais que lance em palavra-chave transacional.

Conteúdo é o que a IA encontra para recomendar

Os motores de resposta não inventam fornecedores. Eles leem o que existe na web e devolvem o que parece relevante. Se o seu site explica bem por que um tipo de válvula termoplástica resiste melhor a um fluido corrosivo, a IA tem material para citar você. Se o site só lista especificações, você vira mais um catálogo invisível.

Isso muda a prioridade de quem investe em anúncios. Estudo de caso, depoimento de cliente, comparativo técnico e vídeo de aplicação passam a trabalhar duas vezes. Primeiro, convencem o humano que clicou no anúncio. Depois alimentam os motores de resposta que recomendam sua marca na conversa. Deixe esse conteúdo aberto, sem formulário na frente, porque a IA não preenche formulário.

O Google já sinaliza essa direção. A empresa lançou a Visão Geral com IA no Brasil em agosto de 2024 e o Modo IA em português em setembro de 2025, rodando uma versão do Gemini 2.5 dentro da página de resultados. A forma como esses resumos escolhem o que mostrar é a prévia de como os anúncios em IA vão funcionar. Relevância de conteúdo e lance pago tendem a se misturar.

O que dá para fazer hoje na sua conta

Nenhuma plataforma vende anúncio dentro do ChatGPT ou do Gemini ainda. O Google começou a servir anúncios na Visão Geral com IA, mas não mostra quantas vezes seu anúncio apareceu lá. Ou seja, não há botão mágico para apertar. Há preparação.

Ajuste a estrutura da conta

As correspondências do Google mudaram. Correspondência de frase hoje se comporta quase como ampla. Isso ajuda, porque se o comportamento de busca muda por causa dos LLMs, sua frase provavelmente captura essas variações sozinha. Teste algumas palavras de cauda longa mais próximas de como as pessoas conversam com a IA e meça. Se aparecer volume novo, você achou uma frente barata antes dos concorrentes.

Use as correspondências a seu favor com negativas. Quer uma campanha nacional sem "perto de mim"? Adicione o termo como negativa ampla e limpe o que não interessa. Para quem vende só em certas regiões, subir a lista de CEPs atendidos faz o orçamento render em termos caros de metal-mecânica.

Faça o teste do cliente oculto

Entre no ChatGPT, no Gemini e no Claude como se fosse seu próprio cliente. Descreva o problema que ele descreveria e veja onde a conversa termina. Seu site aparece na resposta? Sua marca é citada? Você vê mais concorrentes que você? Descubra o porquê. Esse diagnóstico custa uma hora e mostra exatamente onde seu conteúdo falha.

Papéis mudam quando a IA entra na operação

Campanha de busca bem tocada tem estratégia, performance e redação trabalhando juntas. A IA não elimina nenhum desses papéis. Ela move o trabalho de cada um. O estrategista precisa entender como o comprador pesquisa nos motores de busca. O analista de performance vira também analista de presença da marca na IA. O redator escreve para o humano primeiro e observa como a IA reaproveita esse texto.

Cuidado com o output dessas ferramentas. A IA inventa dado e cria citação que ninguém deu, o que os especialistas chamam de alucinação. Quem senta na cadeira de estratégia precisa revisar tudo com olho crítico. Você conhece sua indústria melhor que qualquer modelo.

Existe um prêmio para quem age cedo. Quando o Google Ads surgiu no início dos anos 2000, o clique custava centavos. Hoje, termos competitivos passam de dezenas de reais. Se os anúncios chegarem aos motores de resposta com a mesma dinâmica, quem já entende o canal larga na frente e paga mais barato. Testar agora, mesmo sem poder comprar mídia lá dentro, constrói essa vantagem.

Perguntas frequentes

A mídia paga tradicional no Google ainda vale a pena?

Sim. O Google concentra 95,2% das buscas no Brasil e a captura de demanda segue funcionando. O que muda é somar presença de topo de funil ao lance transacional que você já faz.

Já existe como anunciar dentro do ChatGPT?

Não. Nenhum grande motor de resposta vende anúncio hoje. A OpenAI já contrata engenheiros de busca para explorar monetização, então a expectativa é que apareça. Prepare conteúdo e estrutura agora.

O que muda na configuração das campanhas por causa da IA?

Pouco na prática imediata. A recomendação é testar palavras de cauda longa mais conversacionais, usar negativas com as novas correspondências e monitorar como sua marca aparece nos motores de resposta.

Conteúdo influencia mesmo o resultado da mídia paga?

Cada vez mais. Os motores de resposta recomendam marcas com base no conteúdo público que encontram. Estudo de caso, comparativo técnico e depoimento aberto sustentam tanto o anúncio quanto a citação da IA.

Recap e próximo passo

A mídia paga na era da IA pede duas frentes ao mesmo tempo. Continue capturando a demanda que já existe no Google e prepare a marca para o momento em que os anúncios chegarem aos motores de resposta. Isso passa por conteúdo técnico aberto, teste de cauda longa e diagnóstico da sua presença nos LLMs.

Conteúdo de topo de funil para indústria: 8 formatos

Mídia paga na era da IA: o que muda para a indústria

Thiago Alvim

Head de Marketing

Introdução

Mídia paga na era da IA muda pouco a mecânica da conta e muito o comportamento de busca. Veja o que a indústria precisa ajustar agora para não ficar atrás.

Mídia paga na era da IA é a prática de anúncios de busca adaptada a um cenário onde parte das pesquisas migra dos buscadores tradicionais para motores de resposta como ChatGPT, Gemini e o Modo IA do Google. A mecânica da conta segue quase igual. O comportamento de quem busca é que mudou.

Captura de demanda ainda paga o boleto

A busca paga sempre foi um canal de captura de demanda. Alguém tem um problema, digita a solução e aparece na sua frente pronto para agir. Um gestor de manutenção que precisa trocar o compressor de uma câmara fria pesquisa "compressor para câmara fria HVAC-R" e clica no primeiro anúncio que resolve a dor dele.

Esse jogo continua valendo. O Google detém 95,2% do mercado de buscas no Brasil, segundo a StatCounter em 2025. Nenhuma outra plataforma chega perto desse volume de intenção de compra concentrada em um só lugar. Para a indústria de médio e grande porte, isso significa que desligar o Google Ads hoje é abrir mão do canal que captura quem já decidiu comprar.

A mecânica também não mudou. Configurar palavra-chave, definir correspondência, escrever anúncio, mandar para uma landing page. Quem roda campanha de busca em 2026 usa quase o mesmo processo de cinco anos atrás. O que está diferente fica um passo antes do clique.

O comprador industrial conversa antes de clicar

O engenheiro que especifica um equipamento não abre mais só o Google. Ele abre o ChatGPT e escreve: "Estou com perda de eficiência no meu sistema fotovoltaico, o que devo avaliar antes de trocar os inversores". A pesquisa virou conversa.

Esse movimento tem escala no Brasil. Em dezembro de 2025, 44,9 milhões de brasileiros interagiram com assistentes de IA, uma alta de 61% em um ano, segundo a Comscore. O comprador B2B já chegava informado. Dados da Gartner mostram que ele passa apenas 17% do tempo de compra em contato direto com fornecedores. O resto é pesquisa. A IA só deu a ele uma ferramenta melhor para fazer essa pesquisa sozinho.

Para você, isso empurra a mídia paga para perto do topo do funil. Não basta capturar quem já sabe o nome do produto. Você precisa aparecer na fase em que o comprador ainda está entendendo o problema. Isso é branding e autoridade técnica, mais que lance em palavra-chave transacional.

Conteúdo é o que a IA encontra para recomendar

Os motores de resposta não inventam fornecedores. Eles leem o que existe na web e devolvem o que parece relevante. Se o seu site explica bem por que um tipo de válvula termoplástica resiste melhor a um fluido corrosivo, a IA tem material para citar você. Se o site só lista especificações, você vira mais um catálogo invisível.

Isso muda a prioridade de quem investe em anúncios. Estudo de caso, depoimento de cliente, comparativo técnico e vídeo de aplicação passam a trabalhar duas vezes. Primeiro, convencem o humano que clicou no anúncio. Depois alimentam os motores de resposta que recomendam sua marca na conversa. Deixe esse conteúdo aberto, sem formulário na frente, porque a IA não preenche formulário.

O Google já sinaliza essa direção. A empresa lançou a Visão Geral com IA no Brasil em agosto de 2024 e o Modo IA em português em setembro de 2025, rodando uma versão do Gemini 2.5 dentro da página de resultados. A forma como esses resumos escolhem o que mostrar é a prévia de como os anúncios em IA vão funcionar. Relevância de conteúdo e lance pago tendem a se misturar.

O que dá para fazer hoje na sua conta

Nenhuma plataforma vende anúncio dentro do ChatGPT ou do Gemini ainda. O Google começou a servir anúncios na Visão Geral com IA, mas não mostra quantas vezes seu anúncio apareceu lá. Ou seja, não há botão mágico para apertar. Há preparação.

Ajuste a estrutura da conta

As correspondências do Google mudaram. Correspondência de frase hoje se comporta quase como ampla. Isso ajuda, porque se o comportamento de busca muda por causa dos LLMs, sua frase provavelmente captura essas variações sozinha. Teste algumas palavras de cauda longa mais próximas de como as pessoas conversam com a IA e meça. Se aparecer volume novo, você achou uma frente barata antes dos concorrentes.

Use as correspondências a seu favor com negativas. Quer uma campanha nacional sem "perto de mim"? Adicione o termo como negativa ampla e limpe o que não interessa. Para quem vende só em certas regiões, subir a lista de CEPs atendidos faz o orçamento render em termos caros de metal-mecânica.

Faça o teste do cliente oculto

Entre no ChatGPT, no Gemini e no Claude como se fosse seu próprio cliente. Descreva o problema que ele descreveria e veja onde a conversa termina. Seu site aparece na resposta? Sua marca é citada? Você vê mais concorrentes que você? Descubra o porquê. Esse diagnóstico custa uma hora e mostra exatamente onde seu conteúdo falha.

Papéis mudam quando a IA entra na operação

Campanha de busca bem tocada tem estratégia, performance e redação trabalhando juntas. A IA não elimina nenhum desses papéis. Ela move o trabalho de cada um. O estrategista precisa entender como o comprador pesquisa nos motores de busca. O analista de performance vira também analista de presença da marca na IA. O redator escreve para o humano primeiro e observa como a IA reaproveita esse texto.

Cuidado com o output dessas ferramentas. A IA inventa dado e cria citação que ninguém deu, o que os especialistas chamam de alucinação. Quem senta na cadeira de estratégia precisa revisar tudo com olho crítico. Você conhece sua indústria melhor que qualquer modelo.

Existe um prêmio para quem age cedo. Quando o Google Ads surgiu no início dos anos 2000, o clique custava centavos. Hoje, termos competitivos passam de dezenas de reais. Se os anúncios chegarem aos motores de resposta com a mesma dinâmica, quem já entende o canal larga na frente e paga mais barato. Testar agora, mesmo sem poder comprar mídia lá dentro, constrói essa vantagem.

Perguntas frequentes

A mídia paga tradicional no Google ainda vale a pena?

Sim. O Google concentra 95,2% das buscas no Brasil e a captura de demanda segue funcionando. O que muda é somar presença de topo de funil ao lance transacional que você já faz.

Já existe como anunciar dentro do ChatGPT?

Não. Nenhum grande motor de resposta vende anúncio hoje. A OpenAI já contrata engenheiros de busca para explorar monetização, então a expectativa é que apareça. Prepare conteúdo e estrutura agora.

O que muda na configuração das campanhas por causa da IA?

Pouco na prática imediata. A recomendação é testar palavras de cauda longa mais conversacionais, usar negativas com as novas correspondências e monitorar como sua marca aparece nos motores de resposta.

Conteúdo influencia mesmo o resultado da mídia paga?

Cada vez mais. Os motores de resposta recomendam marcas com base no conteúdo público que encontram. Estudo de caso, comparativo técnico e depoimento aberto sustentam tanto o anúncio quanto a citação da IA.

Recap e próximo passo

A mídia paga na era da IA pede duas frentes ao mesmo tempo. Continue capturando a demanda que já existe no Google e prepare a marca para o momento em que os anúncios chegarem aos motores de resposta. Isso passa por conteúdo técnico aberto, teste de cauda longa e diagnóstico da sua presença nos LLMs.

Conteúdo de topo de funil para indústria: 8 formatos

Mídia paga na era da IA: o que muda para a indústria

Thiago Alvim

Head de Marketing

Introdução

Mídia paga na era da IA muda pouco a mecânica da conta e muito o comportamento de busca. Veja o que a indústria precisa ajustar agora para não ficar atrás.

Mídia paga na era da IA é a prática de anúncios de busca adaptada a um cenário onde parte das pesquisas migra dos buscadores tradicionais para motores de resposta como ChatGPT, Gemini e o Modo IA do Google. A mecânica da conta segue quase igual. O comportamento de quem busca é que mudou.

Captura de demanda ainda paga o boleto

A busca paga sempre foi um canal de captura de demanda. Alguém tem um problema, digita a solução e aparece na sua frente pronto para agir. Um gestor de manutenção que precisa trocar o compressor de uma câmara fria pesquisa "compressor para câmara fria HVAC-R" e clica no primeiro anúncio que resolve a dor dele.

Esse jogo continua valendo. O Google detém 95,2% do mercado de buscas no Brasil, segundo a StatCounter em 2025. Nenhuma outra plataforma chega perto desse volume de intenção de compra concentrada em um só lugar. Para a indústria de médio e grande porte, isso significa que desligar o Google Ads hoje é abrir mão do canal que captura quem já decidiu comprar.

A mecânica também não mudou. Configurar palavra-chave, definir correspondência, escrever anúncio, mandar para uma landing page. Quem roda campanha de busca em 2026 usa quase o mesmo processo de cinco anos atrás. O que está diferente fica um passo antes do clique.

O comprador industrial conversa antes de clicar

O engenheiro que especifica um equipamento não abre mais só o Google. Ele abre o ChatGPT e escreve: "Estou com perda de eficiência no meu sistema fotovoltaico, o que devo avaliar antes de trocar os inversores". A pesquisa virou conversa.

Esse movimento tem escala no Brasil. Em dezembro de 2025, 44,9 milhões de brasileiros interagiram com assistentes de IA, uma alta de 61% em um ano, segundo a Comscore. O comprador B2B já chegava informado. Dados da Gartner mostram que ele passa apenas 17% do tempo de compra em contato direto com fornecedores. O resto é pesquisa. A IA só deu a ele uma ferramenta melhor para fazer essa pesquisa sozinho.

Para você, isso empurra a mídia paga para perto do topo do funil. Não basta capturar quem já sabe o nome do produto. Você precisa aparecer na fase em que o comprador ainda está entendendo o problema. Isso é branding e autoridade técnica, mais que lance em palavra-chave transacional.

Conteúdo é o que a IA encontra para recomendar

Os motores de resposta não inventam fornecedores. Eles leem o que existe na web e devolvem o que parece relevante. Se o seu site explica bem por que um tipo de válvula termoplástica resiste melhor a um fluido corrosivo, a IA tem material para citar você. Se o site só lista especificações, você vira mais um catálogo invisível.

Isso muda a prioridade de quem investe em anúncios. Estudo de caso, depoimento de cliente, comparativo técnico e vídeo de aplicação passam a trabalhar duas vezes. Primeiro, convencem o humano que clicou no anúncio. Depois alimentam os motores de resposta que recomendam sua marca na conversa. Deixe esse conteúdo aberto, sem formulário na frente, porque a IA não preenche formulário.

O Google já sinaliza essa direção. A empresa lançou a Visão Geral com IA no Brasil em agosto de 2024 e o Modo IA em português em setembro de 2025, rodando uma versão do Gemini 2.5 dentro da página de resultados. A forma como esses resumos escolhem o que mostrar é a prévia de como os anúncios em IA vão funcionar. Relevância de conteúdo e lance pago tendem a se misturar.

O que dá para fazer hoje na sua conta

Nenhuma plataforma vende anúncio dentro do ChatGPT ou do Gemini ainda. O Google começou a servir anúncios na Visão Geral com IA, mas não mostra quantas vezes seu anúncio apareceu lá. Ou seja, não há botão mágico para apertar. Há preparação.

Ajuste a estrutura da conta

As correspondências do Google mudaram. Correspondência de frase hoje se comporta quase como ampla. Isso ajuda, porque se o comportamento de busca muda por causa dos LLMs, sua frase provavelmente captura essas variações sozinha. Teste algumas palavras de cauda longa mais próximas de como as pessoas conversam com a IA e meça. Se aparecer volume novo, você achou uma frente barata antes dos concorrentes.

Use as correspondências a seu favor com negativas. Quer uma campanha nacional sem "perto de mim"? Adicione o termo como negativa ampla e limpe o que não interessa. Para quem vende só em certas regiões, subir a lista de CEPs atendidos faz o orçamento render em termos caros de metal-mecânica.

Faça o teste do cliente oculto

Entre no ChatGPT, no Gemini e no Claude como se fosse seu próprio cliente. Descreva o problema que ele descreveria e veja onde a conversa termina. Seu site aparece na resposta? Sua marca é citada? Você vê mais concorrentes que você? Descubra o porquê. Esse diagnóstico custa uma hora e mostra exatamente onde seu conteúdo falha.

Papéis mudam quando a IA entra na operação

Campanha de busca bem tocada tem estratégia, performance e redação trabalhando juntas. A IA não elimina nenhum desses papéis. Ela move o trabalho de cada um. O estrategista precisa entender como o comprador pesquisa nos motores de busca. O analista de performance vira também analista de presença da marca na IA. O redator escreve para o humano primeiro e observa como a IA reaproveita esse texto.

Cuidado com o output dessas ferramentas. A IA inventa dado e cria citação que ninguém deu, o que os especialistas chamam de alucinação. Quem senta na cadeira de estratégia precisa revisar tudo com olho crítico. Você conhece sua indústria melhor que qualquer modelo.

Existe um prêmio para quem age cedo. Quando o Google Ads surgiu no início dos anos 2000, o clique custava centavos. Hoje, termos competitivos passam de dezenas de reais. Se os anúncios chegarem aos motores de resposta com a mesma dinâmica, quem já entende o canal larga na frente e paga mais barato. Testar agora, mesmo sem poder comprar mídia lá dentro, constrói essa vantagem.

Perguntas frequentes

A mídia paga tradicional no Google ainda vale a pena?

Sim. O Google concentra 95,2% das buscas no Brasil e a captura de demanda segue funcionando. O que muda é somar presença de topo de funil ao lance transacional que você já faz.

Já existe como anunciar dentro do ChatGPT?

Não. Nenhum grande motor de resposta vende anúncio hoje. A OpenAI já contrata engenheiros de busca para explorar monetização, então a expectativa é que apareça. Prepare conteúdo e estrutura agora.

O que muda na configuração das campanhas por causa da IA?

Pouco na prática imediata. A recomendação é testar palavras de cauda longa mais conversacionais, usar negativas com as novas correspondências e monitorar como sua marca aparece nos motores de resposta.

Conteúdo influencia mesmo o resultado da mídia paga?

Cada vez mais. Os motores de resposta recomendam marcas com base no conteúdo público que encontram. Estudo de caso, comparativo técnico e depoimento aberto sustentam tanto o anúncio quanto a citação da IA.

Recap e próximo passo

A mídia paga na era da IA pede duas frentes ao mesmo tempo. Continue capturando a demanda que já existe no Google e prepare a marca para o momento em que os anúncios chegarem aos motores de resposta. Isso passa por conteúdo técnico aberto, teste de cauda longa e diagnóstico da sua presença nos LLMs.

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